Wednesday, February 24, 2010
Monday, February 08, 2010
trecho do livro "Tem um louco solto na Amazônia"
Sunday, January 31, 2010
Wednesday, December 16, 2009
Tem um louco solta na Amazônia

Início de Janeiro, meu primeiro romance chegará às livrarias. Outros detalhes no site da Editora: http://www.colorfotos.com.br/louco-amazonia.htm
Friday, December 11, 2009
+ queimada no Pantanal
Queimada no Pantanal
Dias de tensão em outubro de 2009, combatendo uma gigante queimada no Pantanal, pois o fogo havia invadido as terras dos amigos que sempre me hospedam. Foi uma experiência desgastante triste. Vida pantaneira não é fácil. Após todos os fazendeiros pedirem ajuda aos bombeiros de Aquidauana e Campo Grande, mandaram um pequeno grupamento de homens, sem qualquer equipamento para combater o incêndio (os bombeiros nem caminhonetes tinham, estavam a pé). Após alguns dias, os bombeiros desistiram. Não fosse pela união dos fazendeiros, o fogo teria queimado tudo. Eu participei somente alguns dias. Mas os fazendeiros brigaram por quase um mês. E sem ajuda significativa do governo do Mato Grosso do Sul, tão pouco do governo federal. Triste o nosso país. (fotos de Arno Caprez)Wednesday, December 02, 2009
Fotografia em PB
A fotografia em PB (preto e branco) nunca mais será a mesma. À primeira impressão, evoluiu. É impressionante o que os softwares de manipulação de imagem conseguem fazer na área do PB. O fotógrafo converte a imagem para tons de cinza, porém deixa a matriz colorida por baixo da imagem. Assim, ele consegue manipular cada tonalidade de cinza a partir da cor original. Ou seja: uma árvore verde com uma ave vermelha e o céu azul tem nove combinações básicas possíveis: árvore preta, ave cinza, céu branco – árvore preta, ave branca, céu cinza – árvore branca, ave preta, céu cinza ... e assim por diante. O Photoshop CS4 dá a possibilidade de manipular seis cores em separado: magenta, azul, cyan, verde, amarelo e vermelho. Temos, por tanto, 729 opções básicas de combinações PB, mais uma infinidade de opções de meio-termo. Antes, o fotógrafo tinha a opção de usar um único filtro de cor na captação da imagem, somado a mais alguns recursos na revelação e ampliação. Hoje, é como se o fotógrafo pudesse usar 6 filtros de cor ao mesmo tempo. Sem contar que é possível aplicar esses filtros em separado sobre diversas áreas de uma mesma imagem. E, finalmente, pode-se aplicar qualquer granulação na imagem, quando, antigamente, era uma escolha que precisava ser feita antes de tirar a foto, na hora de escolher o filme. Tudo junto é um ato de covardia, comparado à fotografia tradicional.
O resultado imediato será uma enxurrada de imagens em PB deslumbrantes. Amadores poderão fazer imagens que parecerão fotos da época em que Sebastião Salgado ainda usava filme (sim, o Sebastião Salgado percebeu essa facilidade e mudou para o digital – com toda razão, ou não?). A longo prazo, porém, a situação se complicará. Hoje, o nosso olha está acostumado a admirar imagens em PB que primam pela composição dos cinzas, pois, tradicionalmente, um dos grandes méritos ali está. Quando o nosso olho for bombardeado com milhares de fotografias em PB, todos os dias, que primem pela composição dos cinzas, o olhar crítico começará a dar maior importância a imagem em si. Será uma revolução na fotografia: a facilidade técnica exigirá, a longo prazo, imagens de grande conteúdo. E curiosamente essa revolução nada mais significa que um retorno às origens. O fascínio pela composição de cinzas na imagem é algo recente. Na origem da fotografia, quando o olhar ainda não estava preparado para reconhecer os tons de cinza, tudo o que valia era o conteúdo.
É curioso: evoluímos para chegar à partida. E tal constatação se aplica a toda arte contemporânea, que artistas e os críticos de arte me perdoem. A arte contemporânea nada mais é que um caminho de retorno. É um momento de entender que o conteúdo é infinitamente maior que a obra e os materiais empregados. Refiro-me a mensagem de verdade, a essência da arte, não às falácias de ultimamente. Refiro-me as inspirações verdadeiras, não ao desejo freudiano de reconhecimento. Refiro-me a genialidade, que parece ter se perdido em algum lugar do passado, talvez nos modernos, talvez até antes, talvez de forma progressiva desde Vinci.














