Thursday, April 17, 2008

Robert Capa

Algumas fotografias entraram para a história. O famoso fotógrafo de guerra, Robert Capa, foi o quem mais contribuiu com imagens históricas para a humanidade. O grande marco deste foto-jornalista foi a cobertura da Segunda Guerra Mundial. A foto ao lado (a de cima) foi clicada no Dia D, uma das mais violentas batalhas de todos os tempos. Capa foi um dos fundadores da famosa agência Magnum, com Cartier Bresson e Gerorge Rodger. Outra foto muito famosa de Capa é a morte do soldado (a de baixo), tirada durante a sangrenta Guerra Civil Espanhola. Robert Capa morreu em 1954, aos 41 anos de idade, por pisar em uma mina, na Guerra da Indochina.

Wednesday, April 16, 2008

Sp - Arte 24 a 27 de Abril


De 24 a 27 de Abril (2008) acontece em São Paulo a feira de arte SP-Arte. A feira, a princípio, é destinada ao comércio, mas é uma das poucas oportunidades de ver reunidos artistas brasileiros de todas as épocas, principalmente do modernismo ao contemporâneo. Como a nós interessa a fotografia, recomendo uma visita aos estandes das seguintes galerias:
1) Galeria Tempo: a única exclusiva de fotografia. Artistas como Sebastião Salgado (foto ao lado), Saggese e Lorca, entre outros, fazem parte do acervo da galeria.
2) Fortes Vilaça: Vik Muniz
3) Sílvia Cintra: Miguel Rio Branco

Tuesday, April 15, 2008

Sebastião Salgado e a fama


Uma curiosidade: Sebastião Salgado, ele mesmo, o grande foto-jornalista, ficou mundialmente famoso em 1981, ao fotografar, com exclusividade, a tentativa de assassinato do então presidente dos EUA, Ronald Reagen. Veja a foto ao lado.

O silêncio ensurdecedor


Outra foto da série Heaven. A luz penetrando nos cantos obscuros, insinuando paz. Registrei esta imagem no deserto do Atacama, um lugar onde o conceito do silêncio é questionado. Antes de minha viagem, uma amiga minha, que já havia visitado o Atacama, disse que lá o silêncio berra. E berra mesmo, chega ser ensurdecedor. De carro dirigi até um local no deserto onde eu era o único ser humano, e caminhei por meia hora por dentro de um corredor de falésias, até está completamente só, no mais absoluto dos silêncios. É a primeira vez na vida que presenciei este silêncio colossal, nenhum vento, animal, nada, nenhum ruído. Neste momento todas as emoções se manifestam e cheguei temer a insanidade. Aos poucos, porém, o turbilhão se assenta. Me enxerguei. O silêncio é o espelho das entranhas, é bom estar preparado. Heaven passa necessariamente pelo silêncio.

Saturday, April 12, 2008

Heaven


Estou iniciando uma nova série de fotos, chamada Heaven. Nesta, exploro os conceitos de vida e morte e a busca do homem por “salvação” e felicidade. O medo e a ignorância perante o paraíso (=Heaven) desconhecido. O pavor da luz, o aconchego das sombras. A fuga da clareza contida na busca por clareza. A primeira foto da série é esta caveira ao lado, clicada no Pantanal no início do ano. O título da foto é: “Life on Mars?” – inspirado na lendária música de David Bowie. Escolhi este título por duas razões: 1) A letra da música condiz com as emoções contidas na foto. 2) A incansável busca da humanidade em saber se há vida em marte (e no universo em geral), é, na minha opinião, um reflexo da ignorância perante Heaven. O paraíso realmente existe ? Há vida após a morte física ? A iluminação traz felicidade ? Is there “Life on Mars?”

Wednesday, April 09, 2008

A Importância de Marc Ferrez


Marc Ferrez (1843-1923) é um dos mais importantes fotógrafos do final do século XIX. A grande importância de Ferrez, do ponto de vista histórico, é ter registros únicos de paisagens do Rio de Janeiro, como Corcovado sem o Cristo, a Baía de Guanabara e Copacabana sem prédios. Mas , para nós fotógrafos, a importância de Ferrez é outra. Pode-se dizer que ele criou no Brasil a linguagem hoje usada na fotografia de “Souvenir”, como livros de turismo e cartões postais. Assim sendo, qualquer um que queira se aventurar neste mercado, deve, antes de mais nada, conhecer o trabalho de Marc Ferrez. Grande parte das fotos de Ferrez pode ser vista na Fundação Moreira Sales no Rio de Janeiro. Saiba mais sobre Ferrez em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marc_Ferrez

Tuesday, April 08, 2008

A importância do conhecimento

Tenho recebido diversos e-mails de jovens fotógrafos pedindo dicas de como ter sucesso na profissão. O principal conselho que tenho: estudem os fotógrafos que construíram a linguagem fotográfica. A importância de conhecer o trabalho destas pessoas está nas referências. É preciso saber usar o que os outros já construíram, para a partir disso, construir uma linguagem própria. É preciso tomar cuidado para não copiar. É preciso saber quando alguém está copiando. E é necessário saber recriar um linguagem específica em certas ocasiões.

Sugiro estudar todos os fotógrafos a seguir o máximo possível. Foram eles que revolucionaram a fotografia.

No Brasil:
(os primeiros)
Marc Ferrez
Leuzinger

(os modernos)
Thomaz Farkas
German Lorca

(os contemporâneos)

Miguel Rio Branco
Sebastião Salgado
Mario Cravo Neto
Vick Muniz


Os estrangeiros:
Cartier Bresson (foi um dos pais da fotografia moderna)
Robert Capa (foi o maior fotógrafo de guerra)
Helmut Newton (revolucionou a moda)
Richard Avedon (a melhor luz de todos os tempos / moda e portrait )
Man Ray (o mais valorizado de todos e um estilo inconfundível)
Hiroshi Sugimoto (único, intrigante, PB)
Irving Penn (moda)
Robert Mapplethorpe (fez erotismo / gay e chocou o mundo)
Bert Stern (ficou famoso por fazer o último ensaio de Marilyn Monroe, chamado de “The Last Sitting” – um marco na fotografia)

Existem muitos outros importantes, mais estes são obrigatórios (pode ser que me esqueci de algum). Destes, já estão mortos: Ferrez, Leuzinger, Bresson, Capa, Newton, Avedon, Man Ray, Mapplethorpe.

Wednesday, March 26, 2008

Sonia Andrade


Inaugura amanhã, 27.03.2008, na Galeria Tempo, a expo de Sonia Andrade na Galeria Tempo. Trata-se de uma gigante vídeo instalação, misturando mais de uma tonelada ametistas com uma projeção de vídeo. Sonia é a precursora da vídeo arte no Brasil, tendo trabalhos nos mais importantes museus e fundações do mundo. A Galeria Tempo fica na Av. Atlântica, 1782, ao lado do Hotel Copacabana Palace. Tel. 2255-4856.

Tuesday, March 18, 2008

cavalos na chuva


De volta para a minha grande paixão: os cavalos. Foto tirada de baixo de chuva pesada, que deu a idéia do fundo infinito branco, como no estúdio. Nestas horas nada como uma antiga Rolleiflex. Não há chuva que faça esta máquina parar de fotografar. O modelo que eu usei neste dia, uma Telerollei, já deve ter em torno de 50 anos...

Sunday, March 16, 2008

Caça de trofeus


Ainda falando em fotografia de natureza (principalmente animais) é preciso estar atento a uma armadilha: muitos fotógrafos transformam-se em caçadores de animais e orgulham-se pelo simples fato de terem fotografado um animal difícil de ser avistado, como a onça-pintada. Ouço muitos fotógrafos dizendo: “você tem foto de capivara ? eu tenho... . você tem foto de onça ? eu tenho...” . A fotografia tornou-se uma caça, onde os animais captados são simples troféus. Pouco importa a qualidade da foto, querem somente ter o orgulho de dizer: “eu tenho uma foto de urubu-rei”. Tal atitude é tudo menos fotografia. O fotógrafo, antes de mais nada, tem um compromisso com a qualidade da imagem. Muito mais vale uma foto espetacular de um pombo na praça, do que uma foto medíocre de uma onça no Pantanal. Mas é claro, não podemos tirar o mérito de quem busca uma foto singular da onça. Entre uma imagem espetacular do pombo e outra espetacular da onça, fico de longe com a foto da onça. Mas não podemos nos contentar com o simples registro, precisamos sempre buscar a perfeição.

Transformando a fotografia de natureza


Tenho me dedicado muito a fotografia de natureza nos últimos meses, especialmente de animais no Pantanal. Este trabalho ocorre paralelo ao meu trabalho de arte, e, de alguma forma eu sei, que ambos os trabalhos ainda se encontrarão. A princípio são opostos, pois a fotografia de arte é um movimento de dentro para fora, enquanto a fotografia de animais selvagens é um processo de caça de imagens, ou seja, o objeto determina a foto e não um sentimento interno. Percebo porém aos poucos que é possível permitir a influência das emoções mesmo nas fotos mais concretas como o vôo de uma ave. O resultado ainda não é arte, pois continua sendo um simples registro, mas, aos poucos, caminha nesta direção. Acredito que a fotografia de natureza, hoje marginalizada pelos críticos de arte, irá sofrer uma repentina valorização. Mas tudo dependerá da abordagem dos fotógrafos. É preciso libertar-se do animal como objeto, para focar no animal como meio de expressão. Trocar conquistas do tipo “olha só como é linda essa foto da onça”, pela simples interrogação: “o que a foto deste animal lhe desperta ?”.

Wednesday, December 05, 2007

Leo Aversa no OI


Dia 10 de Dezembro 2007 – inaugura a exposição fotográfica de Leo Aversa, no espaço OI Futuro, no Rio de Janeiro. São retratos dos principais nomes da música brasileira. A mostra estará aberta a visitação a partir do dia 11.12.2007 e reúne fotografias de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos outros. Rua dois de Dezembro, 63, Flamengo.

Tuesday, December 04, 2007

Brasil Selvagem


Até o final de Dezembro estarei lançando o livro “Lições de um Brasil Selvagem”. O livro é fruto de 3 viagens à Amazônia e outras 15 ao Pantanal. Além de muitas fotos de fauna e flora, apresento algumas lições, em textos curtos, que podemos tirar da natureza. Estas lições me ocorreram principalmente durante às minhas estadias no Pantanal, onde passei mais de 150 dias nos últimos dois anos. O livro é de capa dura, acabamento de luxo, e vai chegar as livrarias por R$ 69,00. Outros detalhes em http://www.colorfotos.com.br/brasil-selvagem.htm .

fotos grátis


Diversos sites oferecem fotos grátis para uso na internet. O fotos-hz4 está entre eles. Trata-se de uma ótima opção para blogs e outros sites que não querem usar fotos sem permissão dos autores. Veja em http://www.fotos-hz4.com/ .

Tuesday, November 27, 2007

Os mestres Avedon e Rembrandt


Richard Avedon foi mais que um fotógrafo – ele foi o mestre da luz. Nenhum outro fotógrafo dominou a luz como ele. Muitos chegaram perto, com Helmut Newton e Robert Cappa, mas Avedon tinha um conhecimento a mais. Ele utilizava-se da luz para pintar a imagem, assim como Rembrandt usava o pincel para pinta a luz. Faço propositalmente esta comparação, pois Rembrandt tinha o mesmo olhar de Avedon. Basta analisar a pintura de uma e as fotos de outro. Há uma transcendência, jogo de sombras e volumes que nós não conseguimos captar no dia-a-dia, mas que estes dois homens não só sabiam enxergar como reproduzir e apresentar ao nosso olhar comum. A fotografia contemporânea pouco se importa com a luz. Os artistas (fotógrafos) de hoje preferem perpetuar idéias e conceitos a se aventurar pelos mistérios das sombras. O resultado muitas vezes é a mediocridade. O grande poeta Ferreira Gullar é um dos mais críticos em relação a arte das idéias. Todos nós temos milhares de idéias e conceitos todos os dias – faz parte da natureza humana. Arte não é dizer: “hei, eu tive uma idéia” , mas transformar esta idéia, muitas vezes comum a diversas pessoas, em algo grandioso. E esta arte parece ter morrido com Avedon. Temos ainda alguns poucos remanescentes da velha filosofia, como Miguel Rio Branco e Sebastião Salgado, que primam pela qualidade técnica, mas são uma cada vez mais rara exceção. Sou visto como um louco e antiquado por muitos de meus colegas de profissão, que usam máquinas digitais, foco automático, e até mesmo controle automático de diafragma e velocidade. Então me pergunto: será que Avedon teria trocado a sua preciosa luz por uma medição de chip de computador embutido em uma máquina digital ? Será que Rembrandt teria substituído pincel e tela por um notebook e um plotter ? É evidente que não. Nós fotógrafos, dificilmente algum dia chegaremos a excelência de Avedon e Rembrandt. Mas temos a obrigação de tentar.

Friday, November 16, 2007

Livro Rio 40°


Lancei esta semana o livro Rio de Janeiro 40°. O livro nasceu da idéia de abordar a cidade de uma forma diferente - uma não - são três as abordagens diferentes. Em primeiro lugar, o livro mostra a elevada temperatura da cidade, tanto no plano meteorológico (graus Celsius), como no agito da cidade. Em segundo lugar, resume um dia (24 horas) no Rio de Janeiro. As fotos não foram tiradas no mesmo dia, mas poderiam, exceto pelo desfile de carnaval na Marquês de Sapucaí e a queima de fogos em Copacabana, que não ocorrem na mesma época do ano. Finalmente (e principalmente) 40° é uma referência ao formato do livro. Nos últimos anos proliferou a fotografia de 360°, que, apesar de belíssima, tornou-se um pouco monótona. Como fotógrafo tenho paixão por cortes e enquadramento. Mostrar uma paisagem no ângulo de aproximadamente 40 graus me concede uma enorme liberdade criativa. veja mais em http://www.colorfotos.com.br/rio40.htm

Policial fotógrafo


Aos amantes da fotografia, indico o trabalho do policial Arnold Odermatt. Durante 40 anos, este policial suíço registrou acidentes de carros. O grande valor de sua fotografia porém não está no registro, mas na apresentação das imagens. Odermatt soube criar cenas singelas e intensas, através de um enquadramento exemplar e técnica sofisticada. Vale a pena pesquisar no google e admirar algumas de suas imagens.

Wednesday, November 07, 2007

Parque Lage

Sexta-feira 9.11.2007 haverá um jantar beneficente acompanhado de leilão no Parque Lage. Conforme denunciado neste Blog, o Parque Lage, principal centro de formação da arte contemporânea do Brasil, está abandonado. A indicativa do jantar e leilão é de um grupo de grandes colecionadores de arte do Rio de Janeiro e conta com o apoio de grandes artistas como Tunga, Adriana Varjão e outros. O dinheiro arrecadado será destinado à escola de artes visuais do Parque Lage.

Tuesday, September 11, 2007

Ambiente de Hades


O ambiente de Hades é inóspito. Aos poucos estou recriando o ambiente como, imagino eu, os gregos caracterizavam Hades. Pretendo fazer a primeira exposição completa sobre o assunto no início de 2008.

Friday, August 24, 2007

Liberdade

Era por volta de meia-noite e faltou energia no meu bairro. Repentinamente a televisão se calou, a internet desconectou, o computador parou. O rei Roberto Carlos, que berrava na casa do vizinho “detalhes tão pequenos de nós dois” emudeceu. As luzes que tanto me ofuscam, nas janelas dos prédios, ao meu redor, apagaram-se. Fez-se o silêncio, fez-se a escuridão. E, de repente, me senti livre com nunca antes. As fronteiras da cidade sucumbiram. Sem comunicação e sem vizinhos visíveis senti-me como se estivesse sozinho no mundo. Acendi uma vela que pintou de quente a minha casa – somente a minha casa – sem incomodar, sem ser visto por outros. Então tirei esta foto, uma auto-retrato. Talvez seja a mais sincera foto de toda minha vida. A minha liberdade durou pouco. Após alguns minutos a luz voltou e as fronteiras da cidade se reergueram.