Saturday, March 20, 2010
Saturday, March 06, 2010
felicidade
A frase “ele merece ser feliz” ou “eu mereço ser feliz” não poderia ser mais equivocada. A felicidade não é uma recompensa por uma conduta ou por traços de personalidade supostamente benevolentes. O merecimento tem em si o estigma do esforço, e o esforço traz, com toda certeza, recompensas que variam desde a satisfação física ao dinheiro. A felicidade é algo muito além da satisfação – é um estado de graça. A felicidade, geralmente, nos pega desprevenida, transformando um instante despretensioso no melhor momento da vida. Ela é de curta duração, gosta de surpreender e deixa o gostinho de “eu quero mais”.
Monday, March 01, 2010
Sugestão de livros
Wednesday, February 24, 2010
Monday, February 08, 2010
trecho do livro "Tem um louco solto na Amazônia"
Sunday, January 31, 2010
Wednesday, December 16, 2009
Tem um louco solta na Amazônia

Início de Janeiro, meu primeiro romance chegará às livrarias. Outros detalhes no site da Editora: http://www.colorfotos.com.br/louco-amazonia.htm
Friday, December 11, 2009
+ queimada no Pantanal
Queimada no Pantanal
Dias de tensão em outubro de 2009, combatendo uma gigante queimada no Pantanal, pois o fogo havia invadido as terras dos amigos que sempre me hospedam. Foi uma experiência desgastante triste. Vida pantaneira não é fácil. Após todos os fazendeiros pedirem ajuda aos bombeiros de Aquidauana e Campo Grande, mandaram um pequeno grupamento de homens, sem qualquer equipamento para combater o incêndio (os bombeiros nem caminhonetes tinham, estavam a pé). Após alguns dias, os bombeiros desistiram. Não fosse pela união dos fazendeiros, o fogo teria queimado tudo. Eu participei somente alguns dias. Mas os fazendeiros brigaram por quase um mês. E sem ajuda significativa do governo do Mato Grosso do Sul, tão pouco do governo federal. Triste o nosso país. (fotos de Arno Caprez)Wednesday, December 02, 2009
Fotografia em PB
A fotografia em PB (preto e branco) nunca mais será a mesma. À primeira impressão, evoluiu. É impressionante o que os softwares de manipulação de imagem conseguem fazer na área do PB. O fotógrafo converte a imagem para tons de cinza, porém deixa a matriz colorida por baixo da imagem. Assim, ele consegue manipular cada tonalidade de cinza a partir da cor original. Ou seja: uma árvore verde com uma ave vermelha e o céu azul tem nove combinações básicas possíveis: árvore preta, ave cinza, céu branco – árvore preta, ave branca, céu cinza – árvore branca, ave preta, céu cinza ... e assim por diante. O Photoshop CS4 dá a possibilidade de manipular seis cores em separado: magenta, azul, cyan, verde, amarelo e vermelho. Temos, por tanto, 729 opções básicas de combinações PB, mais uma infinidade de opções de meio-termo. Antes, o fotógrafo tinha a opção de usar um único filtro de cor na captação da imagem, somado a mais alguns recursos na revelação e ampliação. Hoje, é como se o fotógrafo pudesse usar 6 filtros de cor ao mesmo tempo. Sem contar que é possível aplicar esses filtros em separado sobre diversas áreas de uma mesma imagem. E, finalmente, pode-se aplicar qualquer granulação na imagem, quando, antigamente, era uma escolha que precisava ser feita antes de tirar a foto, na hora de escolher o filme. Tudo junto é um ato de covardia, comparado à fotografia tradicional.
O resultado imediato será uma enxurrada de imagens em PB deslumbrantes. Amadores poderão fazer imagens que parecerão fotos da época em que Sebastião Salgado ainda usava filme (sim, o Sebastião Salgado percebeu essa facilidade e mudou para o digital – com toda razão, ou não?). A longo prazo, porém, a situação se complicará. Hoje, o nosso olha está acostumado a admirar imagens em PB que primam pela composição dos cinzas, pois, tradicionalmente, um dos grandes méritos ali está. Quando o nosso olho for bombardeado com milhares de fotografias em PB, todos os dias, que primem pela composição dos cinzas, o olhar crítico começará a dar maior importância a imagem em si. Será uma revolução na fotografia: a facilidade técnica exigirá, a longo prazo, imagens de grande conteúdo. E curiosamente essa revolução nada mais significa que um retorno às origens. O fascínio pela composição de cinzas na imagem é algo recente. Na origem da fotografia, quando o olhar ainda não estava preparado para reconhecer os tons de cinza, tudo o que valia era o conteúdo.
É curioso: evoluímos para chegar à partida. E tal constatação se aplica a toda arte contemporânea, que artistas e os críticos de arte me perdoem. A arte contemporânea nada mais é que um caminho de retorno. É um momento de entender que o conteúdo é infinitamente maior que a obra e os materiais empregados. Refiro-me a mensagem de verdade, a essência da arte, não às falácias de ultimamente. Refiro-me as inspirações verdadeiras, não ao desejo freudiano de reconhecimento. Refiro-me a genialidade, que parece ter se perdido em algum lugar do passado, talvez nos modernos, talvez até antes, talvez de forma progressiva desde Vinci.
Saturday, November 21, 2009
Friday, November 20, 2009
Wednesday, October 14, 2009
Wednesday, October 07, 2009
Sunday, September 13, 2009
Saturday, September 12, 2009
Friday, September 11, 2009
Thursday, September 03, 2009
Wednesday, September 02, 2009
o garoto
o garoto dorme na rua, dorme não, estirado. viciado em crack, viciado em carência, só, sozinho, como nós, todos, cada um, todos sós. tropeçamos no garoto, xingamentos, ódio. ninguém percebe, o garoto, viciado, somos nós.
Tuesday, September 01, 2009
Experimentando
Monday, August 31, 2009
Friday, August 28, 2009
Solidão
Outra da série. Um trecho de Ney Matogrosso da música Último dia aplica-se especialmente a essa imagem: Meu amor, o que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar, me diz, o que você faria? Ia manter sua agenda, de almoço, hora, apatia? Ou esperar os seus amigos, na sua sala vazia?
A corrida das Havaianas
Água
Estudos Modernos
O modernismo perpetuou-se, na fotografia, pela exploração das formas e dos objetos. Entre os principais fotógrafos do movimento destacam-se, no Brasil, Geraldo de Barros, Thomas Farcas e German Lorca. A minha foto ao lado não é do período, nem tenta imitá-lo. É somente um Estudo Moderno, o exercício de recriar técnicas e visões utilizadas no período, com a finalidade de avançar para algo novo.
Thursday, June 18, 2009
Corpo Imagem
Tuesday, May 26, 2009
um segundo
"Há quem diga que a vida da gente é um nada no mundo, é uma ponta, é um tempo, que nem dá um segundo..."Quando acredito finalmente entender, tudo se confunde. O que resta é a saudade do que poderia ser, a estranheza de alguém deixando de viver a simplicidade de um momento, como observar as nuvens, navegar na internet ou sonhar com as possibilidades do amanhã. Ainda reluto em aceitar os fatos, como uma criança inconformada com a chuva no feriado.
Paz para todos, lá e cá, é só que resta pedir.
Thursday, May 21, 2009
Friday, May 15, 2009
Dali e o significado da arte
Wednesday, April 08, 2009
Gavião no Pantanal
Monday, March 23, 2009
Campo de Batalha
Thursday, February 05, 2009
futebol na praia
Sei que as rodinhas de futebol na beira do mar incomodam muitos banhistas, com razão. Não é agradável levar uma bolada na cara, na hora do mergulho. Mas, verdade seja dita, a paixão do Brasil pelo futebol realmente é admirável. Nada mais justo do que fazer a Copa de 2014 no Brasil. A foto ao lado foi tirada na praia de Ipanema, no início de 2009. Contei ao todo 7 bolas de futebol nessa foto. Não houve manipulação digital nas cores, o pôr-do-sol realmente foi espetacular naquele dia. Somente realcei as bolas, para destacar o futebol. Esta foto foi escolhida para ser presenteada à Comissão da Fifa, responsável por escolher as sedes para a Copa de 2014. Espero que tenha ajudado.
Wednesday, February 04, 2009
A verdade na fotografia
Hoje vou fugir um pouco da fotografia, mas no final retorno. Viajo a meus 20 e poucos anos, quando li um dos livros mais antigos da humanidade, o I CHING. Uma frase em especial fixou-se na minha memória: “A verdade traz nenhum arrependimento.” Sempre achei a frase divina, mas nunca a compreendi. O tempo correu e a frase correu junto, retornando esporadicamente à memória. Passaram-se dez anos e finalmente decifrei o óbvio: aquele que é verdadeiro, não se arrepende. Ser verdadeiro, no mundo de hoje, nem sempre é tarefa fácil, pois as máscaras sociais nos afastam da verdade. Muitas vezes acreditamos ser verdadeiros, mas não somos. Dois exemplos rápidos. Exemplo 1) Um casal vai à praia, onde combinaram encontrar-se com outro casal. A mulher esquece o protetor solar, mas só se dá conta do descuido quando já estão no meio do caminho. Ela pede ao marido para retornar à casa, mas ele argumenta que não, pois chegariam atrasados ao encontro. Após uma breve discussão ela aceita ir a praia sem o protetor solar, pois não “pega bem” (= máscara social) deixar o outro casal esperando. Conclusão: no final do dia a mulher esta toda vermelha, a pele ardendo. Além da dor, ela fica se queixando a Deus e o mundo, que não deveria ter aceito os argumentos do marido, "o casal de amigos que esperasse, afinal, a saúde vem em primeiro lugar". Exemplo 2) Um homem metido a machão vai à praia em um dia ensolarado também acompanhado da mulher. Ela tenta convencê-lo a passar protetor solar, mas ele se recusa, acreditando isso ser frescura. À noite, ele está todo ardendo, a pele vermelha, devido a falta de protetor solar. Mas não se arrepende. Da mesma forma que, segunda a verdade dele, usar protetor solar é “coisa de fresco”, ele acredita que homem de verdade agüenta as queimaduras do sol. E a falta de arrependimento traz ausência de raiva, com outras palavras, o homem está feliz, mesmo queimado.
Retorno à fotografia. Você que é um fotógrafo apaixonado, siga sempre a sua verdade. Não se desvie do seu trabalho por razão alguma nesse mundo. Assim, independente onde você chegar na profissão (ou no caminho de amador), você estará realizado. No ato criativo a verdade é única semente saudável. Na fotografia em particular, a sua verdade é a única luz que deve passar por sua lente.
Saturday, January 03, 2009
Mar de gente

Um registro interessante da multidão vestida de branco, deixando a praia de Copacabana após a queima de fogos. Usei uma máquina digital com asa baixa, e exposição de 6 segundos, a máquina montada no tripé. Uma dica: ao fazer exposições longas sempre utilize o disparador automático, pois na hora de apertar o botão, a máquina, mesmo no tripé, dá uma tremida que prejudica a foto.
Friday, January 02, 2009
Deserto de Sal

Os desertos de sal estão, aparentemente, entre os locais mais inóspitos do mundo. Mesmo assim encontrei algumas formas de vida nos desertos. Pequenos crustáceos, aves e até raposas. A água avermelhada faz lembrar o sangue, o sal a inocência. A foto brinca com o simbolismo do "deixar a inocência" para "ir ao encontro da vida". O sofrimento foi qualificado pela humanidade como negativo - mas não seria ele parte fundamental da vida?
Tuesday, December 30, 2008
Ano Novo
Saturday, December 27, 2008
Somos todos uma grande fraude

A arte é uma fraude. O artista quer unicamente que você, espectador, se encante com as obras. Está desesperado por um lugar ao sol. Sonha com o reconhecimento. O tempo em que o artista expressava emoções acabou faz tempo. Hoje, a arte expressa a ganância, a disputa do ego, o desespero pela fama. A culpa não é só dos artistas, é de todo meio das artes, dos curadores, colecionadores e galeristas. Mas, no fim das contas, quem se vendeu foi o artista.
Photoshop na Playboy
Foto montagem
Wednesday, December 24, 2008
Guerra e paz

Foto tirada no dia 22.12.2008, navio da Marinha que dava "proteção" ao Presidente da França (acho que deveriam estar é protegendo a linda mulher dele). Aliás, que engraçado: o nosso Presidente achou melhor receber Sarkozy e Carla Bruni na companhia de Camila Pitanga, por que será ? Bem, voltemos à foto. Um navio de guerra envolto por um arco-íris sempre faz pensar. Além de guerra e paz, lembra também os problemas que os homossexuais enfrentam nas forças armadas. Pega até mal, um navio de guerra na frente do arco-íris, símbolo do movimento gay! Mas neste caso não há nada que se possa fazer, um arco-íris não pode ser preso. Finalmente, foi nesse dia que morreu um soldado em treinamento em um navio da marinha (não sei se foi no mesmo navio). De qualquer forma, foi uma linda homenagem da natureza.
Monday, October 20, 2008
Almas aprisionadas em Hades
A liberdade é a busca mais intrigante do ser humano, pois ela não existe da forma como muitos a desejam. Vivemos presos a um sistema complexo, composto por nossa cultura, hábitos familiares, influência de amigos, fatos experimentados e diversos outros fatores. E mesmo se conseguíssemos nos libertar deste sistema, ainda estaríamos acorrentados a nossa constituição biológica, que nos impõem a maneira de ver o mundo. Por esta razão, o momento mais próximo à liberdade que podemos experimentar ocorre quando cerramos os olhos, deixando brotar, na escuridão do nosso ser, a luz do inconsciente. Assim, necessariamente, questionamos o conceito da prisão: um homem trancafiado em um presídio de segurança máxima pode ter maior acesso à liberdade que a sociedade que o aprisionou. Afinal, ele tem tempo de sobra para cerrar os olhos.
Thursday, October 09, 2008
Crise na economia global
A crise que atualmente está derrubando as economias de todo mundo, não é uma crise bancária. Também não é a crise de Bush, conforme afirmou o nosso presidente. Tão pouco foi causada por especulação nos mercados imobiliários. Trata-se, acima de tudo, de uma crise de valores. É difícil explicar este ponto de vista sem entrar no clichê do monstro capitalista mastigando a alma humana.
Há décadas filósofos, líderes espirituais e outros teóricos vem alertando a humanidade dos perigos da inversão de princípios. Chegamos ao ponto em que tudo, absolutamente tudo, é medido em dinheiro. Ao se discutir a preservação da Amazônia, a questão central sempre é o valor financeiro da Amazônia. Ninguém simplesmente diz: “vamos preservá-la pois a floresta é linda” ou “é preciso preservar para que futuras gerações tenham o privilégio de conhecê-la.”. O mesmo fenômeno ocorre na arte, o valor de uma obra está no preço. O sujeito quer ter a obra mais cara possível em casa, pois essa, na visão atual do mundo, é a melhor de todas.
A bolha do mercado imobiliário não foi causadora da crise, mas conseqüência. Pessoas penhorando as suas casas em troca de crédito, mesmo quando não precisavam deste crédito, chega a ser insanidade. Arriscaram o que durante séculos considerou-se o único bem intocável do homem, a casa própria, para comprar uma televisão maior e ter o carro do ano. É falácia dizer que Wall Street causou a crise atual; quem a causou fomos todos nós. Wall Street apenas especulou em cima de nossa visão distorcida do mundo, acelerando a conseqüência inevitável.
Do ponto de vista histórico, a crise vem da evolução de um sistema existente desde os grandes impérios e reinados. Quando um rei precisava de dinheiro, geralmente por ter feito uma má gestão, concedia títulos aos ricos comerciantes, em troca de generosas doações. Através destes títulos os comerciantes tinha acesso ao ciclo social, ou seja, passaram a ter um status. No século XX, na visão capitalista do mundo, estes títulos tornaram-se dispensáveis. Bastava ter dinheiro, que automaticamente o acesso aos ciclos sociais estava garantido, principalmente em economias novas, como EUA, Brasil e, recentemente, China e Rússia. Assim pulou-se a etapa formal do “aval do rei”, e a busca social, por si só já condenável, fugiu do controle. Qualquer um, do favelado ao doutor universitário, poderia ingressar na "sociedade" de uma hora para outra, bastava acumular fortuna, mesmo que de forma ilícita. E só para deixar bem claro, o problema central da questão não é um favelado freqüentar os ciclos da "alta sociedade", mas a necessidade da humanidade de se destacar socialmente. A riqueza deixou de ser garantia de conforto e segurança, para tornar-se uma escada social.
Também nos hábitos de consumo há uma grande distorção. Nada contra o consumo, afinal, todos nós precisamos de dinheiro para sobreviver. O problema do consumo está na relação produto novo / status social. Um ser humano dirigindo o mais recente lançamento da indústria automobilística, ou seja, o carro zero, é mais considerado que outro, com um carro de cinco anos atrás. O mesmo vale para as bolsas femininas e os celulares. O sujeito que usa o mesmo celular por mais de dois anos, acaba virando alvo de piada entre os amigos. Mas como fugir deste modelo sem abalar os milhares de empregos que dependem desta constante renovação, principalmente nas indústrias ? É simples, trocando-se a novidade pela manutenção. Se a humanidade optar por ficar com o mesmo carro por dez anos, surgirão milhares de novas vagas em oficinas mecânicas, pois carros antigos precisam de manutenção. Hoje tornou-se mais barato jogar uma impressora defeituosa no lixo a concertá-la. Além de contribuir para a futura escassez de matéria prima, este fenômeno é um reflexo claro da ditadura do novo; a demanda pelo novo é tão grande que este tornou-se barato.
Os astrólogos estão celebrando a suposta chegada da era de aquários, que, segundo previsões, estria se instalando em 2012, livrando a humanidade da ganância e da imagem social. A “era do ter” estaria sendo substituída pela “era do ser”. Sem entrar no mérito desta ciência quase religiosa, seria um modelo interessante para o homem, um passo maduro para o futuro. Deixar de competir por uma imagem vaga e abstrata, para simplesmente viver a existência, de forma responsável, como na música “Imagine” de Lennon. Voltando a questão da quebra de Wall Street, todo mal se destrói sozinho, e, nesse caso, quem se autodestruiu foram os valores adotados pela humanidade. Estamos vivendo um momento extraordinário, o mais importante desde a reconstrução do mundo após a Segunda Guerra Mundial. Tempos de dificuldade sempre trazem em si a semente do recomeço. Cabe a nós, aproveitar esta oportunidade, solucionando de uma só vez três questão coligadas: o aquecimento global, a desigualdade no mundo e o desespero doentio por um lugar ao sol, quando o sol, por natureza, brilha para todos.
Sunday, September 07, 2008
"Após Moisés"

O título desta minha foto (a imagem de cima) diz praticamente tudo, a imagem simboliza o retorno das águas após a passagem de Moisés pelo mar vermelho. Tirada em 2006 nas Cataratas do Iguaçu, tornou-se um de meus trabalhos mais importantes. A imagem nasceu e complementa a foto “sem título” (a imagem de baixo) que foi apelidada de “Moisés”, por dois colecionadores, um sem saber do outro, razão pela qual adotei o título informalmente. No caso desta segunda foto (a de baixo) temos o divisor das águas. Ou seja, as duas fotos juntas representam e simbolizam a passagem de Moisés pelo mar vermelho.
Monday, August 25, 2008
Fotografia de Produtos

1) Eliminar reflexos no produto
Os outros três itens (1,3 e 4) dependem do uso de uma mesa de produto, uma mesa desenvolvida para se fotografar produtos. Para quem não tem esta mesa, existe uma maneira barata e simples para improvisar. Compre 5 placas de isopor, de mais ou menos 50x100cm. Faça um cubo com estes pedaços, deixando somente a parte de cima aberta (como se fosse uma caixa de sapato aberta). Dentro deste cubo coloque uma folha grande de papel branco. Em cima da folha coloque o produto a ser fotografado. Use um FLASH externo com Haze (uma caixa quadrada de tecido que serve como difusor do flash) e tampe 2/3 da parte de cima do cubo com este Haze. Então fixe a máquina no tripé e use o 1/3 aberto, para fotografar o produto.
Thursday, May 15, 2008
O fim do cibachrome
Acabei de receber um telefonema de minha galerista que está em Paris, acompanhando a ampliação de alguns dos meus trabalhos em Cibachrome. Normalmente acompanho pessoalmente qualquer ampliação, mas se tratando de Cibachrome nem sempre é possível, pois o processo somente é feito em Paris (com qualidade excpcional a um preço viável). Mas voltando ao telefonema, acabo de ser informado que o laboratório está fechando as portas mês que vem. A razão: dificuldade para se conseguir matéria prima para o processo analógico. Acredito que os outros poucos laboratórios que trabalham com Cibachrome no mundo irão seguir o exemplo – ou seja, o mais perfeito processo de ampliação colorida está chegando ao fim.O que é o Cibachrome ? Trata-se do processo mais direto da fotografia. A imagem é captada em cromo (um positivo) e ampliado diretamente para o papel. Assim, existem duas etapas a menos que na ampliação tradicional do negativo (no processo do negativo, na hora de se tirar a foto, a imagem é convertida para negativo e na hora de ampliar, é convertida para positivo novamente, ou seja, são duas etapas a mais). Por ser um processo direto, o Cibachrome é o mais nítido de todos os processos de ampliação e também o mais fiel à realidade. Exibe uma infinidade de degrades e cores que o negativo e o digital não suportam, e consegue dar um volume aos tons de preto. Um Cibachrome bem feito dá uma perfeita noção de profundidade, beirando o olhar tridimensional do ser humano. Quem segura um cibachrome na mão, tem a impressão de estar segurando uma jóia. É um processo extremamente complicado e tóxico, razão pelo qual sempre foi caro e restrito ao mercado de arte. No Brasil Miguel Rio Branco foi o grande difusor desta técnica. Agora, ao exemplo do que aconteceu com a daguerreotipia na fotografia em preto e branco, a tecnologia unida à produção em massa está fazendo desaparecer o mais perfeito processo de ampliação colorida. Uma dica para quem coleciona arte: aproveite e compre os últimos exemplares desta técnica, pois em alguns meses desaparecerão do mercado.

































